A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

A ruptura social infantojuvenil e sua inferência nas representações de conselheiros tutelares

  • Cléa Adas Saliba Garbin
  • Danielle Bordin
  • Cristina Berger Fadel
  • Artênio José Ísper Garbin
  • Nemre Adas Saliba
  • Cléa Adas Saliba Garbin

    Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Odontologia Infantil e Social, Araçatuba, São Paulo, Brasil.

    Danielle Bordin

    Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Araçatuba, São Paulo, Brasil.

    Cristina Berger Fadel

    Universidade Estadual de Ponta Grossa, Setor de Ciências Biológicas e da Saúde, Departamento de Odontologia, Ponta Grossa, Paraná, Brasil

    Artênio José Ísper Garbin

    Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Departamento de Odontologia Social, Araçatuba, São Paulo, Brasil.

    Nemre Adas Saliba

    Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Departamento de Odontologia Infantil e Social, Araçatuba, São Paulo, Brasil.



Resumo

Este estudo qualitativo introduz o tema das representações de conselheiros tutelares com o objetivo de ampliar a compreensão do universo desses atores sociais e conhecer as suas implicações sobre a dinâmica do seu processo de trabalho. O estudo foi realizado no município de Coronel Vivida, Paraná, no ano de 2013. Para a coleta de dados foi utilizado questionário semiestruturado e entrevista informal, e o material foi tratado pela técnica de análise do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados mostram que as percepções dos conselheiros tutelares transcorreram pelo reconhecimento de alguns aspectos terminantes e inerentes à sua práxis, como a impotência diante dos perturbadores cenários sociais a que são expostos, adjudicada à restrição do alcance de sua atuação vinculada a entraves estruturais das redes vigentes de proteção social e à baixa adesão da população ao seu processo de trabalho. Evidenciam também uma satisfação arraigada nos desdobramentos laborais concluídos e naqueles que inferem positivamente sobre a violência infanto-juvenil. Esse contentamento, por sua vez, é considerado combustível para o desenvolvimento de suas competências profissionais. As considerações apreendidas no presente estudo ratificam a presença de gradações relevantes, inerentes ao processo relacional do conselheiro tutelar em seu ambiente de trabalho, corroborando o reconhecimento de parâmetros norteadores da relação intersubjetiva conselheiro tutelar e práxis social.

Palavras-chave

violência,
criança,
adolescente,
relações comunidade-instituição

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