A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Edição Atual | v. 8 n. 3 (2010)

Publicação contínua
Artigo

Formação profissional ética: um compromisso a partir das diretrizes curriculares?

Finkler, M;
Verdi, M I M;
Caetano, J C;
Ramos, F. R. S.

10.1590/S1981-77462010000300007

Formação profissional ética: um compromisso a partir das diretrizes curriculares?

Esta reflexão problematiza o discurso e a prática que se estabelecem em torno do tema da formação ética dos profissionais da saúde e, mais particularmente, do cirurgião-dentista, situando o atual momento de implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais no ensino superior brasileiro. Procura-se, desta forma, indicar alguns limites e possibilidades para uma formação ética condizente com o novo perfil profissional almejado.


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Artigo

A transitoriedade nos estados de saúde e doença: construção do cotidiano individual e coletivo em uma comunidade rural

Riquinho, D L;
Gerhardt, T. E.

10.1590/S1981-77462010000300005

A transitoriedade nos estados de saúde e doença: construção do cotidiano individual e coletivo em uma comunidade rural

O objetivo deste artigo é o de conhecer e compreender as necessidades em saúde, por meio da autopercepção do estado de saúde e doença, considerando as desigualdades sociais presentes na localidade rural de Rincão dos Maia, Canguçu, Rio Grande do Sul. Utilizou-se a triangulação de métodos. No desenho qualitativo entrevistaram-se vinte sujeitos. A amostra foi intencional, ilustrativa das diferentes situações de vida, e a análise, temática. Os resultados indicaram que a sensação de estar adoecido é fortemente vinculada ao modo como se vivencia essa enfermidade, tendo em vista a incapacidade que este estado impõe, seja ela física ou mental. A alternância entre sentir-se doente ou saudável vem da constatação prática de que nenhum estado é contínuo. A observação do meio natural sinaliza o quão tênue são os estados de saúde e doença. A 'situação de vida', elaborada a partir das condições de vida e mobilização de recursos sociais, demonstrou que, apesar das diferenças econômicas, esse grupo apresentava uma coesão social, especialmente em sua matriz cultural de trabalhadores rurais. Enfatiza-se, assim, a necessidade de considerar o significado do fenômeno saúde e doença como ferramenta imprescindível para a formulação de programas de promoção e prevenção à saúde da população rural.


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Artigo

Território e territorialização: incorporando as relações produção, trabalho, ambiente e saúde na atenção básica à saúde

Santos, A L;
Rigotto, R. M.

10.1590/S1981-77462010000300003

Território e territorialização: incorporando as relações produção, trabalho, ambiente e saúde na atenção básica à saúde

Este artigo tem como objetivo reunir subsídios teóricos para uma abordagem crítica das práticas de territorialização previstas na Atenção Básica à Saúde do Sistema Único de Saúde, bem como oferecer alguns elementos práticos que orientem sua ampliação, mediante a incorporação de novos olhares e das questões de saúde ambiental e do trabalhador, da forma como se apresentam no território. Para tanto, os conceitos de território e de territorialização são problematizados, com base em concepções diversas, a fim de dialogarem com as atribuições e desafios da Vigilância em Saúde e, especialmente, da Estratégia Saúde da Família. As relações produção-trabalho, saúde-ambiente são discutidas em sua relevância para a compreensão da dinâmica viva do processo saúde-doença no território. Por fim, são apresentados alguns passos que podem contribuir na reorganização e ampliação das práticas de territorialização na Atenção Básica à Saúde.


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Artigo

As atribuições do técnico de saúde bucal: sistematização de práticas

Sá, E M d O;
Melo, M B d;
Cavalcanti, C A T;
Oliveira, L A d;
et al.

10.1590/S1981-77462010000300008

As atribuições do técnico de saúde bucal: sistematização de práticas

Diante da necessidade de diretrizes para a atuação clínica do técnico de saúde bucal (TSB), anterior à lei n.º 11.889/2008, que regulamentou a sua prática profissional, realizou-se em 2008 uma pesquisa-ação em 12 centros de saúde, com 350 usuários, 22 TSB e 22 cirurgiões-dentistas. Teve como objetivo sistematizar as atribuições dos TSB no município de Belo Horizonte. Tratou-se de um estudo de natureza qualitativa, a partir de entrevista, grupo focal, oficina e observação participante. A técnica de análise de conteúdo foi utilizada para exame minucioso das informações, das quais apreenderam-se as seguintes categorias: fundamentação da prática e padronização das ações; valorização profissional e estratégias de resistência; avanços e desafios; e modalidade de pesquisa-ação. A transformação do espaço laboral em local de aprendizagem possibilitou avanços como cooperação e corresponsabilização. Uma boa supervisão do cirurgião-dentista propiciou qualidade às atribuições executadas pelo TSB, mesmo no tratamento restaurador atraumático.


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Artigo

Percepção sobre o aprendizado de saúde coletiva e o SUS entre alunos concludentes de curso de odontologia

Noro, L R A;
Torquato, S. M.

10.1590/S1981-77462010000300006

Percepção sobre o aprendizado de saúde coletiva e o SUS entre alunos concludentes de curso de odontologia

O objetivo deste artigo é apresentar a visão de alunos concludentes de curso de Odontologia sobre o aprendizado na área da Saúde Bucal Coletiva e conhecer sua percepção sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). A quase totalidade dos alunos indicou a importância dos conteúdos trabalhados nas disciplinas da área da Saúde Bucal Coletiva, reconheceu como adequada a forma de abordagem feita pelos professores, apontou os aspectos positivos do SUS e vislumbrou uma perspectiva real de se inserir neste campo de trabalho. Entretanto, a grande maioria tem maior interesse nas atividades clínicas tradicionais, mesmo quando pensa em sua inserção no SUS, possivelmente estimulada pela grande quantidade de disciplinas da área clínica nos cursos de Odontologia. Para efetivação do SUS, é fundamental o envolvimento do profissional de saúde no fortalecimento do controle social, em especial na aliança com a população assim como na gestão dos serviços. Em função disto, a formação em Odontologia deve aprofundar sua discussão nestes elementos e na perspectiva da clínica ampliada, permitindo que as conquistas do SUS tragam benefícios concretos tanto para os profissionais de saúde, no desempenho de sua função de transformador da realidade social, quanto para a população, na conquista de seus direitos constitucionais.


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Artigo

O sentido do trabalho para o adolescente trabalhador

Rizzo, C B d S;
Chamon, E. M. Q. d. O.

10.1590/S1981-77462010000300004

O sentido do trabalho para o adolescente trabalhador

Este artigo tem como objetivo analisar o significado do trabalho para adolescentes que frequentam uma organização não governamental (ONG), cujo objetivo é oferecer formação técnica profissionalizante e buscar inserção na forma de estágios remunerados para adolescentes carentes. Para apreender o sentido do trabalho, entrevistaram-se trinta adolescentes ligados a essa ONG que estavam trabalhando. Uma análise de conteúdo automatizada, utilizando o software Alceste®, foi aplicada na análise das entrevistas. A análise dos dados indica três categorias de discurso, com aspectos positivos e negativos do trabalho: carreira profissional, na qual o trabalho aparece como uma via para ascensão social; trabalho, lazer e família, na qual o trabalho aparece como meio de prover a si e a família; projeto pessoal, na qual o trabalho aparece associado à responsabilidade e participação social.


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Artigo

Educação não-formal sobre reprodução assistida: divulgação científica na Folha de S.Paulo

Körbes, C;
Invernizzi, N.

10.1590/S1981-77462010000300009

Educação não-formal sobre reprodução assistida: divulgação científica na Folha de S.Paulo

Neste artigo, analisamos as matérias publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, no ano de 2005, sobre reprodução assistida (fertilização in vitro e outras técnicas). A análise é feita sob dois ângulos. Primeiramente, examinamos que informação é divulgada ao público sobre reprodução assistida, tendo como foco os direitos reprodutivos, o acesso público e privado às tecnologias de reprodução assistida, os interesses envolvidos e os riscos dessas tecnologias. Constatamos que não houve divulgação das leis que garantem acesso gratuito à reprodução assistida no Brasil, apesar da aprovação, naquele ano, da Política Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos. As reportagens enfatizam o caráter privado do acesso às tecnologias reprodutivas e confrontam interesses comerciais envolvidos. Destacam os avanços tecnológicos como benefícios universais, sem discutir como as desigualdades sociais afetam o acesso a essas tecnologias e tratamentos. Na escassa referência aos riscos relacionados com os procedimentos, destacam a gravidez múltipla, que afeta, paradoxalmente, os casais mais pobres. Em segundo lugar, indagamos que tipo de educação não-formal é desenvolvido através dos artigos do jornal sobre reprodução assistida. Os artigos examinados mostram, ao mesmo tempo, características de divulgação científica e do mais tradicional papel desenvolvido pela mídia como formadora de opinião.


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Resenha
Resenha

Resenha: Trabalho, educação e correntes pedagógicas no Brasil: um estudo a partir da formação dos trabalhadores técnicos da saúde

Resenha: Trabalho, educação e correntes pedagógicas no Brasil: um estudo a partir da formação dos trabalhadores técnicos da saúde


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Ensaio

Centralidade e imaterialidade do trabalho: classes sociais e luta política

Centralidade e imaterialidade do trabalho: classes sociais e luta política

Os debates sociológicos, surgidos nos anos 1970 e nas décadas seguintes, que se estruturam em resposta à suposta crise do marxismo, partem de um pressuposto comum, a saber, a ineficácia da teoria marxista e de suas categorias analíticas fundamentais para compreender a realidade heterogênea das sociedades contemporâneas. O diagnóstico é simples: os conceitos de classe social, trabalho e luta de classes não dariam mais conta da dinâmica social de final do século XX e início do XXI. O objetivo central dessa perspectiva, no entanto, concentra-se não em localizar o problema, mas em generalizá-lo a toda bibliografia marxista. Se, por um lado, a crítica às concepções de classe social, de trabalho e de luta política restrita à fábrica é fundamental, por outro, não pode ser considerada como momento de superação da problemática teórica marxista. Neste ensaio, tenho a intenção de explicitar o ponto de partida e os limites das teses sobre a não centralidade do trabalho e sobre o trabalho imaterial como força produtiva central na medida em que farei uma leitura das classes sociais, do trabalho e da luta política diferente daquela criticada pelas teses que compõem esses deb


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Debate

O cérebro como órgão pessoal: uma antropologia de discursos neurocientíficos

O cérebro como órgão pessoal: uma antropologia de discursos neurocientíficos

Trata-se de discutir em que sentido o discurso neurocientífico sobre o cérebro produz uma determinada noção de pessoa. Em especial, invisto em autores e textos que fazem divulgação científica. A ideia do 'cérebro como pessoa' é repetida em formatos variados em livros de divulgação de importantes neurocientistas, que visam atingir os seus pares especialistas, assim como constituir e ampliar o número de novos curiosos a respeito do funcionamento do cérebro. Postulo, como contribuição ao debate, a ideia de que um 'cerebralismo' - uma concepção fisicalista de pessoa que relaciona cérebro e indivíduo - constitui um traço central na concepção de pessoa moderna.


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Debate

Neurociências e educação: uma articulação necessária na formação docente

Carvalho, F. A. H. d.

10.1590/S1981-77462010000300012

Neurociências e educação: uma articulação necessária na formação docente

O texto aborda a possibilidade de inserção dos significativos avanços da neurociência, como constituintes de saberes disciplinares, nos cursos de formação de professores. Na perspectiva adotada, esses saberes, que fundamentam um saber pedagógico, proporcionam subsídios teóricos para a ação docente, uma vez que a compreensão de como o cérebro funciona permite um melhor entendimento da aprendizagem e o consequente aprimoramento da transposição didática. Como resultado, destaca-se a necessidade de revisão das estruturas curriculares dos cursos de formação de professores, em especial das licenciaturas, indicando como alternativa a inserção de disciplinas, ou a reestruturação de disciplinas já existentes, com vistas a propiciar a interlocução entre neurociência, ensino e aprendizagem.


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Debate

Questões epistemológicas das neurociências cognitivas

Questões epistemológicas das neurociências cognitivas

Neste ensaio, identificam-se quatro questões centrais fundamentais para a epistemologia da neurociência de orientação cognitiva: a multiplicidade de níveis de análise no estudo das funções do cérebro; o confronto entre modelos computacionais e dinamicistas; o tratamento adequado das interações entre cérebro, corpo e ambiente; e os problemas filosóficos encontrados nas tentativas de se construir uma teoria neurobiológica dos processos conscientes e da linguagem humana.


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Debate

Do gorila amestrado de Taylor ao macaco de Nicolelis

Santos, L G d;
Silva, R A d;
Ferreira, P. P.

10.1590/S1981-77462010000300013

Do gorila amestrado de Taylor ao macaco de Nicolelis

Partindo de uma análise de Gramsci das transformações pelas quais passava o trabalhador humano no capitalismo do início do século XX, busca-se neste texto indicar aspectos de como tais processos de transformação vêm se dando no capitalismo do início do século XXI. Para isso, abordamos a transição da problemática muscular e energética da substituição do trabalhador humano pela máquina para a problemática cognitiva e informacional do controle nos acoplamentos homem-máquina. Do gorila amestrado de Taylor ao macaco de Nicolelis, mudaram as formas de subsunção do trabalhador ao capital, mas não a própria subsunção.


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Debate

O sujeito das neurociências

O sujeito das neurociências

Este ensaio trata da noção de subjetividade com a qual as neurociências operam, mas também aponta para o que tem sido o assunto principal e a pretensão desta disciplina no século XXI: a ideia de que o pensamento em sentido lato e a experiência subjetiva podem ser entendidos e explicados pela atividade de nossos neurônios. A versão mainstream dos estudos sobre o cérebro parte da premissa - que eles não discutem - de que o pensamento deriva do funcionamento cerebral e é basicamente determinado por ele. Se penso como penso, se sinto o que sinto, se faço o que faço, enfim, se sou como sou, é porque meu cérebro é como é. Encontro-me, assim, condensado e aprisionado neste órgão transformado em piloto de mim mesmo. Investigamos esta problemática, destacando as estatísticas sobre o consumo de psicofármacos, a história da vinculação entre cérebro e pensamento e, por fim, os programas de pesquisa em neurociências.


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Entrevista
Relato de experiência

Sites sobre drogas de abuso: recursos para avaliação

Santos, V;
Portal, M M;
, M F;
Dantas, D C M;
et al.

10.1590/S1981-77462010000300015

Sites sobre drogas de abuso: recursos para avaliação

Os profissionais da saúde devem ser estimulados a adquirir independência própria na busca, seleção e utilização de informações para solução de problemas do dia-a-dia. Além disso, devem ser incentivados a refletir sobre os fatos vividos, visando à reconstrução da trajetória percorrida, dando-lhes um novo significado. Este texto apresenta uma experiência de aprendizagem, vivenciada por estudantes de graduação, durante o processo de avaliação de sites brasileiros sobre drogas de abuso. Mediante a identificação do grande número de informações sobre drogas de abuso e da falta de critérios para sua divulgação na internet, iniciou-se um processo de pesquisa que desencadeou a construção de um protocolo para auxiliar o processo de seleção de sites brasileiros que abordam o tema drogas de abuso.


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