A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Saúde mental de cuidadores de abrigos para adolescentes com transtornos psiquiátricos ou neurológicos

  • Mayara Cristina Muniz Bastos Moraes
  • Adriana Abreu Lemos
  • Daniel Gonçalves Alves
  • Elizabeth Espindola Halpern
  • Ligia Costa Leite
  • Mayara Cristina Muniz Bastos Moraes

    Graduanda em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Bolsista de Iniciação Científica pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (IC-Faperj).

    Adriana Abreu Lemos

    Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Bolsista de Iniciação Científica pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (IC-Faperj).

    Daniel Gonçalves Alves

    Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Bolsista de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/CNPq)

    Elizabeth Espindola Halpern

    Psicóloga. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil

    Ligia Costa Leite

    Professora do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Pós-doutora em Comunicação pela Universidade de Montreal, Canadá



Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar como os cuidadores expressam seu sofrimento no trabalho, em abrigos, com adolescentes portadores de transtornos psíquicos ou neurológicos. Os dados derivaram do projeto de pesquisa "Violência, juventude e saúde mental" do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado em 2008/2010, e se basearam em 26 entrevistas e observações de campo com profissionais em uma das unidades de acolhimento pesquisadas. O método empregado nas entrevistas foi o da história oral, utilizando um roteiro semiestruturado. A análise dessas narrativas se fez por meio da teoria da comunicação, que permitiu a definição de categorias. Como resultado, constatou-se que as condições, a organização e os processos do trabalho nas unidades de acolhimento são adversos, gerando riscos à saúde mental dos profissionais, pelo despreparo destes para realizar seu trabalho em especial com aqueles que têm transtornos psiquiátricos ou neurológicos, o que causa grande sofrimento psíquico aos cuidadores. Por fim, verificou-se a necessidade de promover capacitações e supervisões clínicas permanentes nos abrigos tendo como base os princípios da reabilitação psicossocial - da mesma forma, maior integração das tarefas das unidades de acolhimento com as demais redes de proteção especial para esses adolescentes.

Palavras-chave

rede de acolhimento,
cuidadores,
adolescentes abrigados,
reabilitação psicossocial,
sofrimento psíquico

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