A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Transtorno mental e estressores no trabalho entre professores universitários da área da saúde

  • Raquel Conceição Ferreira
  • Alessandra Pastore da Silveira
  • Maria Aparecida Barbosa de Sá
  • Sara de Barros Lima Feres
  • João Gabriel Silva Souza
  • Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins
  • Raquel Conceição Ferreira

    Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

    Alessandra Pastore da Silveira

    Faculdades Unidas do Norte de Minas, Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

    Maria Aparecida Barbosa de Sá

    Faculdades Unidas do Norte de Minas, Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

    Sara de Barros Lima Feres

    Faculdades Unidas do Norte de Minas, Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

    João Gabriel Silva Souza

    Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

    Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins

    Departamento de Odontologia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.



Resumo

Os professores universitários estão expostos a um aumento de tensão no trabalho pela fragmentação da sua atividade e as responsabilidades exigidas, sem que, em muitas situações, tenham as condições necessárias para responder adequadamente. Tal situação pode representar condições estressoras, aumentando o risco de transtornos mentais. Investigou-se a associação entre transtornos mentais comuns e estressores no trabalho entre professores de nove cursos da área da saúde de uma universidade particular em Minas Gerais. A variável dependente foi a presença de transtornos mentais, avaliada pelo Questionário de Saúde Geral 12. Os estressores no trabalho foram avaliados pelo modelo Esforço-Recompensa e Comprometimento excessivo. As demais variáveis foram: sociodemográficas, história ocupacional, comportamentais e referentes à saúde geral. Os dados foram submetidos à análise descritiva, análise bivariada e regressão de Poisson. Participaram 175 professores (80, 0%), e 19, 5% apresentaram transtornos mentais comuns. A prevalência desses transtornos foi maior entre professores com maior esforço no trabalho (RP= 1, 8; IC95%= 1, 01-3, 46) e menor naqueles com maior qualidade de vida no domínio físico (RP= 0, 95, IC95%= 0, 93-0, 97). Conclui-se que há uma prevalência considerável de transtornos mentais comuns entre professores universitários, sendo maior naqueles que se esforçam mais no trabalho e com pior qualidade de vida no domínio físico.

Palavras-chave

saúde mental,
docents,
qualidade de vida,
saúde do trabalhador,
esgotamento profissional

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