A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Estratégia Saúde da Família e uso racional de medicamentos: o trabalho dos agentes comunitários em Palmas (TO)

  • Maria Sortênia Alves Guimarães
  • Noemia Urruth Leão Tavares
  • Janeth de Oliveira Silva Naves
  • Maria Fátima de Sousa
  • Maria Sortênia Alves Guimarães

    Fundação Universidade Federal do Tocantins, Palmas, Tocantins, Brasil.

    Noemia Urruth Leão Tavares

    Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Ciências Farmacêuticas, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

    Janeth de Oliveira Silva Naves

    Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Ciências Farmacêuticas, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

    Maria Fátima de Sousa

    Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Coletiva, Brasília, Distrito Federal, Brasil.



Resumo

Procurou-se analisar as ações dos agentes comunitários de saúde referentes à orientação da comunidade sobre o uso racional de medicamentos na Estratégia Saúde da Família em Palmas, capital do estado do Tocantins. Tratou-se de estudo descritivo-exploratório, de abordagem quantitativa, realizado com 246 agentes entre janeiro e abril de 2014. A coleta de dados foi por questionário, objetivando verificar a formação e a informação específica sobre medicamentos e os riscos da farmacoterapia no trabalho dos participantes da pesquisa. Observou-se que 88% dos agentes não realizaram curso de capacitação sobre medicamentos; 75,5% consideraram não ter conhecimento suficiente para dar orientações sobre medicamentos; 80,41% informaram que em nenhuma vez foram discutidos pela equipe temas sobre medicamentos; e 90,20% sentiam necessidade dessa formação. O estudo revelou que esses profissionais buscavam informações em várias fontes – as bulas de medicamentos constituíam a principal (71,14%). Dos agentes comunitários de saúde, respectivamente 52,46% e 50% referenciaram o enfermeiro para solucionar problemas e sanar dúvidas sobre farmacoterapia. Dentre eles, 68,03% consideraram importante orientar as famílias, mas afirmaram precisar de educação permanente. Evidenciou-se a necessidade de qualificação e formação do agente comunitário na promoção do uso racional de medicamentos, considerando o seu papel como promotor de saúde na comunidade.

Palavras-chave

uso racional de medicamentos,
educação permanente,
agente comunitário de saúde,
Estratégia Saúde da Família

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