A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Ansiedade, afeto negativo e estresse de docentes em atividade remota durante a pandemia da Covid-19

  • Maria da Conceição Ribeiro Troitinho
  • Ivonilce Brelaz da Silva
  • Maiana Maia Sousa
  • Adriana Damascena da Silva Santos
  • Caio Maximino
  • Maria da Conceição Ribeiro Troitinho

    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Instituto de Ciências Exatas, Programa de PósGraduação em Educação em Ciências e Matemática, Par

    Ivonilce Brelaz da Silva

    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Instituto de Ciências Exatas, Programa de PósGraduação em Educação em Ciências e Matemática, Par

    Maiana Maia Sousa

    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Instituto de Ciências Exatas, Programa de PósGraduação em Educação em Ciências e Matemática, Par

    Adriana Damascena da Silva Santos

    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Instituto de Ciências Exatas, Programa de PósGraduação em Educação em Ciências e Matemática, Par

    Caio Maximino

    Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Faculdade de Psicologia, Instituto de Estudos em Saúde e Biológicas, Par



Resumo

O trabalho pedagógico remoto emergencial foi implementado em muitas escolas do Brasil durante a pandemia da Covid-19, como forma de diminuir os contatos entre indivíduos e, consequentemente, diminuir a taxa de transmissão da doença, mantendo aulas e atividades didáticas. Em muitas situações, professoras e professores realizaram atividades que descaracterizam sua identidade docente e conflitam com atividades domésticas, produzindo mal-estar e sofrimento. Em pesquisa de coorte em duas fases, o sofrimento psicológico de professores e professoras da Educação Básica foram analisados em funçãoda quantidade de trabalho remoto, do gênero, da quantidade de trabalho doméstico e da experiência prévia. O trabalho remoto emergencial produziu efeitos na Ansiedadeestado, Afeto negativo e Estresse percebido − e essas respostas foram moderadas pela experiência prévia. Mulheres apresentaram maiores respostas que homens, um efeito mediado principalmente pela quantidade de trabalho doméstico realizada pela professora. Os participantes referenciaram principalmente dimensões laborais negativas e dimensões afetivas quando levados a pensar sobre o trabalho remoto, com menor saturação de respostas relacionadas a dimensões laborais positivas, à aprendizagem e a questões políticoeconômicas. Esses resultados sugerem que o trabalho remoto emergencial exacerba o estresse docente, apontando para precarização do trabalho docente e necessidade de implementação de políticas que mitiguem esses impactos.

Palavras-chave

Covid-19,
trabalho pedagógico remoto,
trabalho remoto emergencial,
sofrimento psicológico,
precarização do trabalho

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