A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Qualidade de vida no trabalho de pessoas com deficiência física

  • Bertran Gonçalves Coutinho
  • Inacia Sátiro Xavier de França
  • Alexsandro Silva Coura
  • Kaio Keomma Aires Silva Medeiros
  • Jamilly da Silva Aragão
  • Bertran Gonçalves Coutinho

    Faculdade Maurício de Nassau, Campina Grande, Paraíba, Brasil.

    Inacia Sátiro Xavier de França

    Universidade Estadual da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Departamento de Enfermagem, Campina Grande, Paraíba, Brasil.

    Alexsandro Silva Coura

    Universidade Estadual da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Departamento de Enfermagem, Campina Grande, Paraíba, Brasil.

    Kaio Keomma Aires Silva Medeiros

    Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, São Paulo, Brasil.

    Jamilly da Silva Aragão

    Universidade Estadual da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, Campina Grande, Paraíba, Brasil.



Resumo

Objetivou-se avaliar a qualidade de vida no trabalho e os principais fatores correlacionados em pessoas com deficiências físicas. Tratou-se de estudo transversal, realizado em 2012, em serviço de referência em reabilitação de pessoas com deficiência, localizado em João Pessoa, na Paraíba. A amostra foi composta por 110 indivíduos que responderam a um questionário sociodemográfico; utilizou-se uma escala validada para avaliar a qualidade de vida no trabalho. Para análise dos dados, efetuaram-se os testes Alfa de Cronbach, Kaiser-Meyer-Olkin e esfericidade de Bartlett. O índice de consistência interna da escala se mostrou satisfatório (α=0,85), atestando a confiabilidade do instrumento utilizado. A matriz de correlações entre os itens da escala revelou a possibilidade de sua fatorialização (KMO = 0,60) e Bartlett (p<0,001). Quanto à percepção da qualidade de vida no trabalho, 67,9% indicaram insatisfação; 21,4%, avaliação intermediária; e 10,7%, satisfação. Os fatores mais correlacionados foram: salário (0,74), capacidade de ascensão profissional (0,73), oportunidade de expressar suas opiniões (0,71), carga horária e quantidade de trabalho (0,66). Concluiu-se que a qualidade de vida no trabalho das pessoas com deficiência física não é satisfatória, principalmente em razão de aspectos como salário, carga horária e quantidade de trabalho inadequados, bem como dificuldade para ascensão profissional.

Palavras-chave

pessoas com deficiência,
satisfação no trabalho,
condições de trabalho,
local de trabalho

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