A Trabalho, Educação e Saúde (TES) é uma revista científica em acesso aberto, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz.

Edição Atual | v. 24 (2026)

Publicação contínua

A Trabalho, Educação e Saúde (TES) publica contribuições originais sobre os campos da educação e da saúde, discutindo-os sob a ótica da organização do trabalho contemporâneo, de uma perspectiva crítica e interdisciplinar. Para submeter um texto, consultar a Política Editorial e as Instruções aos Autores.

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Vigilância alimentar e nutricional: perfil do trabalhador e condições de trabalho na atenção básica

Gadelha, A T T d F;
Souza, N P d;
Silva, C S d;
Tavares, F C d L P;
et al.

10.1590/1981-7746-ojs3304

Vigilância alimentar e nutricional: perfil do trabalhador e condições de trabalho na atenção básica

O objetivo foi identificar características profissionais e condições de trabalho associadas à realização da vigilância alimentar e nutricional em unidades básicas de saúde do estado de Pernambuco. Foi realizada uma pesquisa transversal, on-line, em 2021, com uma amostra aleatória de 250 unidades. Identificou-se um profissional de saúde em cada unidade para preencher um questionário eletrônico. Procedeu-se à caracterização sociodemográfica e profissional dos participantes; de aspectos territoriais das unidades; e de ações da vigilância e processos de trabalho. As associações entre tais características e a vigilância foram analisadas pela regressão de Poisson com variância robusta. A vigilância alimentar e nutricional, referida em 57,6% das unidades, esteve associada à faixa etária mais jovem dos trabalhadores e a ações individuais de priorização de problemas e de promoção da alimentação adequada e saudável. Os achados indicam fragilidades de operacionalização e reconhecimento das ações de vigilância alimentar e nutricional na Atenção Primária à Saúde, evidenciando como a efetividade dessa vigilância é indissociável das características dos profissionais e de suas condições de trabalho. É notória a demanda por espaços de governança em que essas características e condições sejam consideradas em estratégias de avaliação e qualificação da vigilância alimentar e nutricional em âmbito locorregional.

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Atenção Primária à Saúde na percepção de pessoas com necessidades de cuidado em saúde mental: desafios, expectativas e recomendações

Ventura, C A A;
Reis, I d O;
Carrara, B S;
Barbosa, M L d S;
et al.

10.1590/1981-7746-ojs3349

Atenção Primária à Saúde na percepção de pessoas com necessidades de cuidado em saúde mental: desafios, expectativas e recomendações

A Atenção Primária à Saúde é essencial no primeiro acesso às demandas de saúde mental, integrando-se à Rede de Atenção Psicossocial. Este estudo qualitativo teve como objetivo explorar as percepções de pessoas com necessidades de cuidado em saúde mental sobre o atendimento recebido em unidades de Atenção Primária à Saúde, buscando compreender os desafios, as expectativas e as recomendações. Realizado entre janeiro e setembro de 2021 em seis Unidades de Saúde da Família de um município de São Paulo, Brasil, envolveu entrevistas semiestruturadas com 22 usuários, submetidas à análise temática de Braun e Clarke. Os resultados indicaram que, embora os serviços sejam vistos como acolhedores, há relatos de deficiências no preparo dos profissionais para lidar com demandas de saúde mental. Os participantes enfatizaram a necessidade de maior empatia, capacitação e disponibilidade dos profissionais, além de destacarem a importância de práticas de escuta ativa e respeito à autonomia dos usuários. Foram propostas melhorias no atendimento, como a ampliação de equipes multidisciplinares, a criação de grupos terapêuticos e maior integração entre saúde mental e Atenção Primária à Saúde. O estudo reforça o papel da Atenção Primária à Saúde como espaço estratégico para o cuidado em saúde mental, apontando estratégias para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial.

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Ensaio

Práticas Avançadas em Enfermagem: quais aspectos deste debate interessa à enfermagem brasileira e ao Sistema Único de Saúde?

Koster, I;
Angeli-Silva, L;
Acioli, S;
Barros , R. C. d.

10.1590/1981-7746-ojs3375

Práticas Avançadas em Enfermagem: quais aspectos deste debate interessa à enfermagem brasileira e ao Sistema Único de Saúde?

As Práticas Avançadas em Enfermagem remontam, historicamente, à ampliação do escopo de prática das enfermeiras como resposta à garantia do acesso aos cuidados de saúde. No Brasil, têm-se verificado debates pouco consensuais sobre essas Práticas no âmbito acadêmico, das entidades representativas, além de organismos internacionais e governamentais. Este ensaio objetivou refletir sobre os elementos sócio-históricos e ético-políticos que envolvem a ampliação do escopo de práticas da enfermeira no contexto brasileiro. Vários fatores contribuem para uma prática ampliada no país, inclusive a legislação, porém, alguns aspectos limitam a atuação plena da enfermeira. Ademais, percebe-se que a formação voltada para as necessidades do Sistema Único de Saúde tem sido comprometida, sobretudo após intensa privatização, além do contexto de iniquidade enfrentado pelas trabalhadoras. Ressalta-se a importância da enfermagem para o sistema de saúde e a construção de um caminho da formação e do trabalho das enfermeiras em consonância com as políticas públicas. Aponta-se que propostas de Práticas Avançadas em Enfermagem necessitam considerar as necessidades de saúde, o processo de trabalho da equipe multiprofissional, o desenho das políticas públicas, além dos aspectos da regulação da formação, do exercício profissional e das condições de trabalho. Os caminhos requerem espaços participativos e construção de consensos mediados pelo Estado.

Imagem: Ministério da Saúde/ flickr


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