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O objetivo foi descrever situações de violência contra mulheres identificadas por farmacêuticos no ambiente de trabalho. Adotaram-se métodos mistos para explorar uma survey on-line respondida por farmacêuticos inscritos em Minas Gerais. As questões exploradas foram: “Você já identificou situação de violência contra mulheres envolvendo alguma paciente na sua farmácia/ambiente de trabalho?”; “Descreva uma situação de violência contra mulheres que mais chamou sua atenção.”. Foram determinados frequência da identificação de violência contra mulheres, tipos e fatores associados com análise estatística multivariada. A frequência de palavras nos relatos de violência foi apresentada em nuvem de palavras. Análise de conteúdo conforme Bardin proporcionou a construção de narrativas de situações de violência identificadas por farmacêuticos. De 455 respondentes, 30,6% identificaram violência contra mulheres, destacando-se violência psicológica (47,6%) e física (22,8%). Identificar violência mostrou-se associado com ser mulher/pessoa não binária (odds ratio = 1,86; p = 0,043) e viúva/divorciada (odds ratio = 3,15; p = 0,017). Nos relatos, prevaleceram palavras como “medo” e termos referentes ao agressor. As narrativas ilustram situações que podem ser identificadas por farmacêuticos, servindo de recurso didático e conscientização. A violência contra a mulher está presente no ambiente de trabalho de farmacêuticos, que presenciam suas diversas formas em um contexto peculiar e estratégico para identificação, acolhimento, notificação e mitigação.
Imagem: Freepik
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