e-ISSN: 1981-7746
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Este estudo teve como objetivo compreender os desafios e as vivências dos agentes indígenas de saúde em sua prática cotidiana no município de Miranda, Mato Grosso do Sul, Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada com 25 agentes por meio de grupo focal. A análise dos dados foi conduzida com auxílio de software de análise textual, permitindo a identificação de classes lexicais e das relações entre os termos por análise de similitude, organizadas em eixos temáticos. Os resultados indicaram que os agentes atuam em diversas frentes, como prevenção de doenças, acompanhamento materno-infantil, vacinação e educação em saúde, frequentemente com acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho. Durante a pandemia de covid-19, eles destacaram-se pelo protagonismo nas ações e campanhas de imunização, apesar dos desafios logísticos e das dificuldades de adesão vacinal. A palavra ‘falar’ apresentou centralidade na análise, o que evidencia o papel da orientação comunitária. Observou-se associação entre os termos ‘área’, ‘saúde’, ‘mãe’ e ‘criança’, reforçando a atuação desses profissionais no cuidado infantil e na mediação intercultural. Conclui-se que o reconhecimento institucional e o fortalecimento de políticas voltadas aos agentes indígenas de saúde são essenciais para garantir uma atenção primária efetiva e culturalmente sensível.
Imagem: Casa Civil/Gov